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Sintra
A região que hoje corresponde ao concelho de Sintra regista
sinais da presença humana desde há muito tempo. A
sua localização geográfica privilegiada atraiu
povos desde tempos imemoriais.
Da antiguidade desta ocupação são testemunho
os numerosos vestígios arqueológicos, incluindo túmulos
pre-históricos e proto-históricos.
Sintra permaneceu
até hoje como a €œnobre vila rodeada de muitas propriedades,
agradáveis bosques polvilhados de nascentes de excelente
água€, como o referiram vários autores da Antiguidade.
Região turística por excelência, Sintra é
um dos locais mais aprazíveis que se podem encontrar em Portugal.
Com as suas extensas colinas e vales verdejantes €“ a Serra
de Sintra €“ tão pitorescamente situada que oferece
vistas estupendas da costa atlântica, Sintra é certamente
€œum jardim do Paraíso Terrestre€. Sintra é
também onde se situa o ponto mais Ocidental da Europa, o
Cabo da Roca, um desfiladeiro de 140 m de altura que marca abruptamente
o fim da Serra de Sintra e onde a vista mergulha no vaso Oceano
Atlântico.
Porém, as potencialidades de Sintra não estão
confinadas ao encantamento selvagem da sua Serra, muitas vezes envolta
em neblina, nem ao património artístico da Vila Velha,
descrita pelo poeta Lord Byron como €œa mais aprazível
da Europa€. Sintra conta igualmente com valiosos vestígios
arqueológicos, particularmente do período Romano,
antigas mansões senhoriais, Igrejas de elevado valor artístico
e pitorescas aldeias.
Relativamente aos monumentos que se podem visitar em Sintra, as
principais atracções são:
Palácio da Pena
Resultado dos sonhos excêntricos do Rei D. Fernando II, este
palácio do Século XIX constitui um notável
exemplar da arquitectura romântica em Portugal. As suas dependências
encontram-se ricamente mobiladas e os seus vastos jardins são
o cenário mais idílico para longos passeios.
O Palácio foi construído no local onde se encontrava
um mosteiro dedicado a São Jerónimo, que foi destruído
por um terramoto. O Rei D. Fernando comprou as ruínas e requisitou
os serviços do Barão Eschwege para a construção
do palácio de conto de fadas que é o Palácio
da Pena.
Em todo o Mundo, há apenas uma contrução com
semelhanças a este palácio, o Castelo de Neuschwanstein
na Baviera, terra Natal do Rei D. Fernando II.
Castelo dos Mouros
Construído durante o século XVIII por ocupantes Mouros,
permaneceu na sua posse até 1147, ano em que foram expulsos
pelo Rei D. Afonso Henriques e pelos Crusados da Ordem dos Templários.
Das suas muralhas a vista alcança vistas de cortara respiração
sobre Sintra e arredores e sobre o Oceano Atlântico. Uma verdadeira
torre de controlo e uma fortaleza inexpugnável.
Convento
dos Capuchos
Fundado em 1560 pelo então filho do Governador das Indias,
o convento situa-se num dos picos da serra de Sintra e foi cavado
na rocha granítica. Dificilmente imaginamos como pôde
alguém viver nas suas divisões minúsculas.
Todo o convento é uma das prova viva do voto de pobreza dos
Monges Franciscanos.
‰ também conhecido como Convento de Cortiça,
pois os Monges revestiam as suas paredes com cortiça para
tornar a sua existência suportável no interior das
suas divisões rochosas repletas de humidade.
Palácio
e Jardins de Monserrate
Aqui poder-se-á compreender o verdadeiro alcance das palavras
deLord Byron ao apelidar Sintra de €œ‰den Glorioso€.
Habiatada por escritores tão ilustres como William Beckford
ou Francis Cook, o Palácio e os Jardins foram erigidos no
século XIX, sendo todo em todo o seu perímetro um
verdeiro símbolo do estilo arquitectónico romântico.
Os visitantes não resistem a deixar-se encantar pelas belas
cascatas e pela mescla de espécies botânicas e formas
artísticas trazidas dos quatro cantos do Mundo.
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Palácio
Nacional de Sintra
Este imponente palácio do Século XV foi construído
para albergar a Corte Portuguesa durante o Verão, o que aconteceu
durante vários reinados.
Sintra National Palace
O palácio domina a paisagem do centro da vila com as suas
pouco usuais chaminés,que se tornaram um marco inconfundível
de Sintra, e com as suas belas janelas manuelinas.
‰ hoje considerado o ex-libris de Sintra pelo seu valor histórico,
pois serviu de palco para vários episódios relevantes
da Monarquia Portuguesa.
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